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Pessoas más e a idiotia desarmamentista.

Data: 01/09/2015
Veículo: Agência Viva Brasil / Veiculação: On-line
Bene Barbosa*

As manchas de sangue da repórter Alison Parker, de 24 anos, e do cinegrafista, Adam Ward, de 27 anos, ambos do canal WDBJ-TV não haviam secado e o governador da Virgínia, "Terry" McAuliffe, um dos chefões do Partido Democrata, já carimbava no caso sua posição político-ideológica ao afirmar que era necessário implementar uma lei que fosse capaz de frear casos assim. Todos sabiam do que ele estava falando: armas!

Vampiros gostam de sangue e ficam em frenesi quando o sangue é de inocentes, já mostrei isso várias vezes e, agora, não seria diferente. Ao acusar as “armas” pelo brutal assassinato, o governador e quase toda esquerda americana partem, mais uma vez, desesperadamente para o apelo meramente emocional, usando um caso absurdamente chocante para emplacar sua agenda política, elegendo o racismo e o “fácil” acesso às armas como os grandes vilões do caso, sepultando junto às vítimas os números, dados e fatos que os desmentem.

O assassino Vester Lee Flanigan, também jornalista, com 22 anos de experiência, havia sido demitido havia dois anos da emissora depois de ser sistematicamente acusado de grosseiro e violento. A gota d’água para sua demissão, ao que parece, foi a reclamação feita ao RH da empresa pelo cinegrafista assassinado. Contra Alison Parker pesavam as acusações, feitas pelo assassino, sem qualquer comprovação, de comentários racistas sobre ele. Que pese que em demissões anteriores, todas motivadas pela agressividade do demitido, houve a acusação de racismo, consideradas improcedentes pelos tribunais americanos.

Dois anos se passaram e podemos concluir que Vester jamais esqueceu o ocorrido e passou a nutrir grande ódio pelos dois ex-colegas de trabalho. No dia fatídico, dirigiu seu próprio veículo até o local da filmagem, um local bastante ermo. Ligou a câmera do seu celular, pareceu olhar em volta, talvez verificando que estava em segurança para agir, sacou a arma e a pouco mais de um metro mirou na repórter, abaixou a arma, aguardou mais alguns segundos, apontou novamente e abriu fogo. Foram 9 ou 10 tiros que mataram ambas as vítimas. Postou o vídeo em seu Facebook, fez alguns comentários em seu Twitter, pegou seu carro e dirigiu até o aeroporto onde assumiu o volante de outro veículo que havia alugado um mês antes. Acabou perseguido pela polícia, saiu da estrada, bateu e, encurralado, atirou contra a própria cabeça, sabia que se fosse capturado acabaria ponta de uma agulha ou na descarga de 2.000 volts.

A procedência da arma de fogo? Pouco importa! Quem premedita um crime com no mínimo um mês de antecedência não teria o menor problema em arrumar uma arma ilegal ou utilizar qualquer outro objeto para levar adiante seu plano macabro. No desarmando Brasil não seria diferente... E por falar em Brasil, ainda me espanta os comentários de anônimos e de “especialistas” afirmando que os EUA são um país de psicopatas, um país violento, um país de massacres. Comentários que indicam ignorância sobre a segurança pública nos EUA ou aquele velho sentimento antiamericano tupiniquim e bocó. Isso quando não são ambos!

Será mesmo que as armas são o problema? A Virginia é um dos estados mais armados dos EUA, governado predominantemente por republicanos desde 1930, tornou-se também um dos mais seguros. Com pouco mais de 8 milhões de habitantes sua taxa de homicídios é de 3,8 por 100 mil/habitantes, o que a coloca abaixo da média nacional americana. Em todo ano de 2013 foram 316 homicídios. Para efeito de comparação bruta, o estado do Ceará, um dos maiores participantes nas tais campanhas de desarmamento, com pouco menos de 9 milhões de habitantes, tem uma alarmante taxa de homicídios de 47,2 por 100 mil habitantes. No mesmo ano, 2013, foram 4.462 homicídios! Mais uma prova que não é a existência das armas de fogo nas mãos da população que torna uma sociedade mais violenta. O Brasil, com mais de 50 mil assassinatos anuais, realmente não tem muita moral para apontar o dedo para os EUA...

A verdade, difícil de aceitar por muitos, é que há pessoas genuinamente más por aí capazes de planejar, preparar e executar friamente crimes bárbaros e não há no mundo uma lei ou restrição que possa impedi-las, muito menos leis baseadas na idiotia desarmamentista. Com enorme tristeza tenho que admitir que a única chance das vítimas seria a obra do acaso que para infelicidade das mesmas – e para regozijo dos vampiros – não aconteceu.

*Bene Barbosa é presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

AVISO: este texto pode ser amplamente distribuído e publicado desde que em sua íntegra e citada a autoria.
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