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28/04/2016 - A farsa desarmamentista na Austrália
Veículo: Agência Viva Brasil / Veiculação: On-line
Helvécio de Jesus Júnior*


Os desarmamentistas costumam usar o exemplo australiano para afirmar que as medidas de controle de armas lá obtiveram sucesso. Mais uma mentira obviamente! Em primeiro lugar é importante notar que o número de homicídios nesse país já estava caindo há pelo menos uma década antes das medidas restritivas em 1996 e 1997. Ou seja, não há correlação evidente entre a queda no número de homicídios e o controle de armas. Outro dado que refuta a tese desarmamentista é que a Austrália hoje teve um forte efeito de retorno à posse de armas isto é, os cidadãos voltaram a se armar e o número de armas na Austrália em 2010 já havia atingido o patamar de 1996.

É preciso aqui analisar as correlações e não olhar os números de forma absoluta. A política de desarmamento na Austrália começou entre 1996 e 1997 após aquele ataque de um maníaco doente mental contra dezenas de pessoas desarmadas (se estivessem armadas ele não teria tido tanto sucesso!).

Vamos a alguns pontos:

1. A proibição era para armas semiautomáticas (military style). O cidadão pode comprar armas em qualquer calibre abaixo do .40 S&W e com capacidade para menos de 10 cartuchos. Revólveres não foram proibidos também. E muitos que queriam ter armas que foram proibidas começaram a tirar registro de caça. O que é bem mais simples que no Brasil.

Em outras palavras, como afirmei anteriormente, isso ajudou o número de registros de armas voltar a crescer e um estudo estatístico do Prof. Philip Alpers da Universidade de Sidney comprova isso.
2. Vamos a alguns números, fontes australianas! O número de registros de armas se elevou fortemente e em consequência disso o número de homicídios caiu! A ideia do governo era "less guns, less crimes", mas o que foi comprovado foi "more guns, less crimes".

Alguns anos depois da lei de desarmamento: “Passados seis anos, a taxa de crimes violentos na Austrália continuou a crescer. Assaltos a mão armada continuaram a crescer. O roubo com uso de armas cresceu 166% no país. O confisco e destruição de armas adquiridas legalmente custou $500 milhões aos contribuintes australianos” (The Failed Experiment Gun Control and Public Safety in Canada, Australia, England and Wales - Gary Mauser, 2003).


Ou seja, a situação pós-desarmamento piorou e depois de 2003 começa a melhorar junto com a elevação do número de registros de armas. Os dados foram retirados do Australian Institute of Criminology.

3. Nesse estudo da professora australiana Jenny Mousos: “Homicídio envolvendo armas de fogo está em declínio, mas as taxas de homicídios totais permaneceram basicamente as mesmas a partir de 1995 até 2001 (Mouzos: 2001). No entanto, os primeiros relatos mostram que a taxa nacional de homicídios pode ter começado a subir novamente”.

O ponto aqui é simples, logo após as sanções contra as armas civis a situação piorou. São dados OFICIAIS do Australian Institute of Criminology.

4. Por fim, quando a situação começou a melhorar? Quando os cidadãos voltaram a comprar armas legais. O número de portes de armas voltou a ser igual ao de 1996, antes da proibição, como disse no ponto 1. Os próprios australianos provam isso com seus números. Veja as conclusões do mais recente estudo sobre o tema nas palavras da professora australiana Samara McPhedran:

“Normalmente, a legislação de armas de fogo australiana tem sido baseada no lema ‘menos armas, menos crimes ', o que pressupõe que a redução do número de armas de fogo legalmente detidas na sociedade levará a reduções no uso indevido de arma de fogo. No entanto, os resultados deste estudo sugerem que há pouca, se alguma, relação entre o número de armas de fogo legalmente detidas na jurisdição mais populosa da Austrália, e os níveis de crime arma nesse estado. Em outras palavras, mais armas não significa mais crime”.

Em suma, eles mesmos comprovam que somente quando voltaram a possuir armas os números da criminalidade caíram.

*Helvécio de Jesus Júnior é Mestre em Relações Internacionais pela PUC-RJ e Doutor em História pela UFES. Professor de Segurança Internacional na Universidade Vila Velha, UVV-ES.
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