(HOME) : Movimento Viva Brasil  Revista Veja adere ao desarmamentismo e para isso, inevitavelmente, mente aos seus leitores.
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Após editorial da revista, não restou opção senão cancelar nossa assinatura e enviar nossos protestos ao e-mail da revista (veja@abril.com.br). Convidamos nossos leitores que façam o mesmo!


Após a aprovação do PL 3722 pela Comissão Especial (veja matéria) por 19 votos favoráveis e apenas 8 contrários (veja como votou cada deputado), grande parte da imprensa iniciou uma enorme ofensiva para difamar o projeto na tentativa de jogar a opinião pública contra o mesmo. Gente como o Pastor Silas Malafaia, os senadores Aloysio Nunes e Magno Malta, além do ex-presidente FHC entraram nessa, tecendo comentários para lá de estapafúrdios. Nada disso foi grande surpresa por aqui até que o Movimento Viva Brasil recebeu o seu exemplar da última edição da revista Veja.

Em sua “Carta ao Leitor”(clique aqui para ler), que é uma espécie de editorial da revista, ela tenta de todas as formas justificar sua guinada ao desarmamentismo mesmo após, em 2005, ser a única a apoiar o “NÃO” no referendo que ocorreu naquele ano onde a tese da proibição da venda de armas foi esmagada. 

A tal reportagem “especial” consiste em míseras duas páginas, uma preenchida pela enorme foto de uma pistola (aqui) e na seguinte, os quatro parágrafos (aqui) escritos pelo jornalista Kalleo Coura, um garoto formado em 2013, que entre outras coisas também luta contra a redução da idade penal, onde o mesmo sai em desesperada defesa do “Estatuto do Desarmamento”.


Em seu conteúdo as mesmas mentiras de sempre: “A experiência brasileira e internacional mostra que, em regra, quanto menos armas em circulação, menos mortes provocadas por elas ocorrem” e de que “para cada aumento de 1% no número de armas de fogo na praça, cresceu em dois 2% o total de vítimas que elas fizeram" e que o desarmamento "poupou 160 mil vidas".  As fontes do jornalista? Sou da Paz, IPEA e o desarmamentista José Vicente.

Ao ser confrontado, pelo Twitter, pelo Prof. Bene Barbosa, respondeu: "@benebarbosa_mvb @VEJA fazemos jornalismo, não lobby sem dados. Se quiser reclamar da matéria, o canal correto é: veja@abril.com.br . Abs". Resposta padrão, lugar comum dos que não tendem ao debate por simplesmente não poder sustentar seus argumento. A resposta foi certeira e segue na imagem abaixo. Para quem quiser acessar a postagem dele, clique aqui.


Bom, ele quer dados?Ai vão!

Das três insustentáveis teses acima, sem dúvidas, a pior e mais gritantemente falsa, é a que mais armas significam mais crimes. Essa tese, já foi amplamente refutada no livro Mais Armas, Menos Crimes de John Lott, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento de Flavio Quintela e Bene Barbosa, no livro Violência e Armas da historiadora Joyce Malcolm e até mesmo pela ONU  em seu estudo Global Study on Homicide de 2011. Também não podemos deixar de citar um estudo da insuspeita  Universidade de Harvard publicado no Harvard Journal of Law & Public Policy onde conclui-se que países que têm mais armas tendem a ter menos crimes. 

E por falar em Harvard, em 2013, em sua sanha desarmamentista, Obama resolveu encomendar do Centers for Disease Control um estudo que lhe desse subsídios para sua tentativa de restringir o direito constitucional americano. O problema é que, muito diferente daqui, nos EUA os órgãos governamentais possuem enorme independência e o tiro saiu pela culatra pois tal estudo indicava,mais uma vez, que as milhões de armas de fogo nas mãos do civil traziam muita mais benefícios que problemas.  

Ainda no tema, o Jornal Estado de São Paulo republicou um excelente infográfico, criado pelo The Guardian, mostrando que ao contrário do que afirma o jornalista Kalleo Coura, a regra é que países mais armados tenha menos homicídios. Vejam aqui!

Vamos então à segunda tese: as tais vidas poupadas. Em seu artigo 120 mil vidas poupadas no país-do-faz de conta, o prof. Bene Barbosa, simplesmente acaba com essa obra de ficção e mostra toda a farsa envolvida na afirmação. O artigo pode (e deve) ser lido aqui.

A última e não menos grave afirmação é a tão pesquisa feita pelo IPEA (órgão governamental que sobre grande ingerência política, portanto muito pouco isento) de que “para cada aumento de 1% no número de armas de fogo na praça, cresceu em dois 2% o total de vítimas que elas fizeram". Oras, se isso você minimamente verdadeiro, teríamos no Brasil um quadro exatamente contrário do que temos hoje onde regiões com menos armas e campeãs de participação nas campanhas de desarmamento são exatamente as mais violentas e com maior número de homicídios com armas de fogo! Tal fato foi publicado até mesmo pelo desarmamentista jornal O Globo já em 2011 e pode ser lido aqui.


A guinada às teses da esquerda pela revista Veja nos faz lembrar da fábula "A Gralha e o Pavão" de Esopo onde uma gralha cola algumas penas de pavão em sua cauda e acaba sendo escorraçada de ambos os grupos. No caso da Veja o que acontecerá, se continuar neste caminho, é que continuará não tendo nenhum crédito com a esquerda e acabará odiada pela direita. Morte horrível para o que já foi a melhor revista semanal do Brasil e uma voz dissonante Contra a Maré Vermelha que afoga o Brasil.







  • A farsa desarmamentista na Austrália (28/04/2016)
    Os desarmamentistas costumam usar o exemplo australiano para afirmar que as medidas de controle de armas lá obtiveram sucesso. Mais uma mentira obviamente! Em primeiro lugar é importante notar que o número de homicídios nesse país já estava caindo há pelo menos uma década antes das medidas restritivas em 1996 e 1997. Ou seja, não há correlação evidente entre a queda no número de homicídios e o controle de armas. Outro dado que refuta a tese desarmamentista é que a Austrália hoje teve um forte efeito de retorno à posse de armas isto é, os cidadãos voltaram a se armar e o número de armas na Austrália em 2010 já havia atingido o patamar de 1996.
  • Como o sentimento romântico pueril assassina a lógica (11/04/2016)
    É homicídio se for com arma de fogo ou se for com arma branca. O culpado? Ora, é quem matou! É o ser humano. Temos uma implantação de uma política desarmamentista (em relação à arma de fogo) há anos. Quais os resultados? Os índices de homicídio diminuíram ou aumentaram? Somos um país com média de quase 60 mil homicídios por ano. Acho que o número responde. E outra: o bandido disposto a matar foi desarmado pelo Estatuto? Não! Será por um desarmamento mais rigoroso? Duvido muito!
  • O torpe discurso da futilidade nos assassinatos brasileiros (10/02/2016)
    Em assim sendo, um membro de uma quadrilha, embriagado, com extensa ficha criminal, com vários processos por homicídios consumados ou tentados, que numa discussão em um bar com outro membro de sua quadrilha, também embriagado, o mata por não aceitar que a cerveja “A” é melhor que a “B” vai figurar na pesquisa realizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público tendo como causa “briga”, “bebedeira”, “vias de fato” ou “desentendimento”. Levando-se à falsa conclusão que são pessoas comuns, sem histórico criminal, sem envolvimento com o ilícito e trabalhadoras, as responsáveis pelo quase (ou mais) de 60 mil assassinatos por ano. Nada mais mentiroso!
  • SEJA POBRE E NÃO REAJA (22/01/2016)
    Games, pobreza e reação da vítima são abordados e apontados como responsáveis pelo crime no Brasil, ao mesmo tempo em que o bandido é tratado como se fosse um ser autômato, desprovido de livre arbítrio, incapaz de fazer escolhas entre o certo e o errado. Em um discurso puramente rousseauniano e preconceituoso onde ora o pobre é um invejoso que não pode lidar com a “ostentação” dos mais abonados, ora é tratado de forma lombrosiana imputando-lhe a pecha de criminoso nato. Nada mais falso, mas se verdadeiro fosse, embasariam plenamente a ideia de que a punição não resolve, pois não se deve punir quem não é culpado.
  • Precisamos falar de violência (22/01/2016)
    Condenar a violência e imputar-lhe a culpa é inocentar o agente criminal, ou seja, o criminoso. É dar sustentação à trilogia esquerdista da (in)segurança pública onde a prisão não resolve, o criminoso é fruto da própria sociedade e o Estado deve ter o monopólio das armas. No final das contas é condenar socialmente o cidadão que compra uma arma de fogo para sua defesa apontando-lhe o dedo e gritando: você é violento e é tão culpado quanto o bandido!
  • Desconstruindo um artigo do Viva Rio (19/01/2016)
    A última vez que o Rangel aceitou debater comigo foi em 2005, no debate oficial do referendo transmitido pela TV Band. Sendo assim, vamos fazer um debate virtual usando como base o seu último artigo publicado na Gazeta do Povo. Lá vai!
  • Não, eu não sou candidato e explico o porquê. (28/12/2015)
    Faz tempos que eu estou para escrever sobre isso - já falei em algumas entrevistas e hangouts sobre o tema - mas sempre sou vencido pela preguiça e por assuntos mais urgentes. Recebi um telefonema hoje que me deu um empurrãozinho neste sentido, assim, guardarei com carinho esse texto, pois ele será útil muitas vezes. Vocês entenderão o motivo abaixo. Preparados? Vamos lá!
  • Se Trump é nazista, desarmamentistas são o que? (28/12/2015)
    Se o preconceito é um conceito elástico e pode ser seletivamente invocado por alguns para chamá-los de nazistas, não vejo o motivo de não usar a mesma lógica e afirmar: nazista é você, desarmamentista!
  • O que está acontecendo com a Assembleia Legislativa de São Paulo? (28/12/2015)
    Também foi a ALESP que aprovou essa semana o projeto do deputado estadual André do Prado que proíbe a venda de qualquer tipo de brinquedo que se assemelhe a QUALQUER tipo de arma. Destaquei o "qualquer" para lembrar que isso vale para brinquedos em forma de espada, arco e flecha, facas - pensei agora, será que aqueles conjuntinhos para brincar de casinha,com garfos e facas também entram nisso?
  • O massacre da credibilidade (04/12/2015)
    Em resumo, o Washington Post é fonte da imprensa brasileira e a fonte do Washington Post é uma ferramenta colaborativa com critérios para lá de suspeitos, onde há duplicidade de casos e até ocorrência envolvendo armas de pressão. O maior massacre é da credibilidade e a vítima é o leitor.
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